Como se comportar em uma Santa Missa?

Primeiramente, é bom chegar à igreja um pouco antes do horário. Ter um tempo para entrar na atmosfera da liturgia facilita o envolvimento com o Mistério da Santa Missa.
Lembrando que igreja é lugar de oração, de contemplação, de silêncio. Portanto, mesmo que outras pessoas não respeitem isso, faça você a sua parte. Se precisar falar seja sóbrio, para que a sua fala não atrapalhe os fiéis em suas orações.

Quando a Missa se inicia, o sacerdote é Cristo. Ele age na pessoa de Cristo, Cabeça da Igreja. Nesse sentido, não importa sua roupa, seu testemunho, ou tampouco sua pregação. Merece todo respeito e reverência que esta posição lhe impõe.
Palmas e mãos para o alto (como os dançarinos de axé fazem) não fazem parte dos gestos litúrgicos, mas também não podem ser consideradas como uma “afronta” à liturgia dada a permissão de se inserir ritmos musicais populares no rito. Porém, convenhamos que, tanto esses gestos quanto determinados ritmos musicais não se encaixam com a atmosfera da sagrada liturgia. Evitemos!

Compreenda e se envolva espiritualmente com cada momento litúrgico. Ato penitencial, Glória, homilia, Cordeiro de Deus, consagração, ação de graças... Envolva-se também fisicamente com esses momentos, mantendo a devida postura e executando os gestos prescritos, como: inclinação, ajoelhar-se, etc.
Ao receber a Sagrada Comunhão, a receba da forma mais digna que puder. Você pode receber a Eucaristia de joelhos diretamente na boca, de pé diretamente na boca, ou na mão. No caso da última, tenha todo o carinho e zelo para que nenhuma pequenina partícula se perca, pois ali ainda está o Corpo de Cristo.
Após a comunhão, existe um momento de extremo silêncio e adoração. Não se preocupe com a música, com o que o padre ou os ministros estão fazendo, tampouco com a roupa ou o cabelo da paroquiana que está na frente. Cristo está em você e só isso lhe importa neste momento. Silencie e ore.
Se levar crianças para a Santa Missa, eduque-as. Igreja não é lugar de brincar, de correr e muito menos de comer pipoca.

E, por fim, quando a liturgia termina e o diácono ou o sacerdote se despede da assembléia, espere a procissão de ministros sair em direção à sacristia para depois se despedir das pessoas e se retirar da igreja.
Seguindo essas dicas, com certeza, conseguirá vivenciar melhor este grande Mistério.



A paz de Cristo!

Contracepção e Aborto: Um pecado que brada aos céus!


O Aborto é um crime, e isso não é novidade para ninguém, apesar das pessoas tentarem ameniza-lo de todas as formas, como se existisse algo que justificasse o assassinato. Quando uma mulher aborta, muito é dito sobre “tirar o bebe”, “interromper a gravidez”, mas evitam palavras como “matar o bebê”, que é exatamente o que é este crime, fazem isso para a sua consciência ficar tranquila, por que no fundo todos sabem que qualquer tipo de aborto é um crime contra a vida humana, um pecado gravíssimo.

Não basta dizer que é um crime e um pecado, é muito pior que isso, é muito pior do que todos imaginamos. O aborto está sendo feito de muitas formas, muitas delas desconhecidas pelas próprias mulheres. Explicarei mais a frente.

O aborto viola gravemente o 5º Mandamento da Lei de Deus: Não matarás! Por isso é um pecado mortal, que produz a “morte” na alma daquele que o praticou, privando-o da graça de Deus que é sua vida sobrenatural, e tornando-o merecedor do inferno. Sobre as condições do perdão.

Está previsto no Código de Direito Canônico, no cânon 1398: “Quem provoca o aborto, seguindo-se o efeito, incorre em excomunhão latae sententiae”. Isso quer dizer que está automaticamente fora da Igreja e excluído dos sacramentos. Caso se arrependa e queira reconciliar-se, terá que recorrer ao bispo diocesano para obter a absolvição ou a algum sacerdote investido de poderes especiais para conceder tal absolvição.

O que diz o Catecismo sobre a Vida Humana?

Catecismo da Igreja Católica n° 2270 - 2271: “A vida humana deve ser respeitada e protegida, de modo absoluto, a partir do momento da concepção. Desde o primeiro momento da sua existência, devem ser reconhecidos a todo o ser humano os direitos da pessoa, entre os quais o direito inviolável de todo o ser inocente à vida.

«Antes de te formar no ventre materno, Eu te escolhi: antes que saísses do seio da tua mãe, Eu te consagrei» (Jr 1, 5).

«Vós conhecíeis já a minha alma e nada do meu ser Vos era oculto, quando secretamente era formado, modelado nas profundidades da terra» (Sl 139, 15).

A Igreja afirmou, desde o século I, a malícia moral de todo o aborto provocado. E esta doutrina não mudou. Continua invariável. O aborto direto, isto é, querido como fim ou como meio, é gravemente contrário à lei moral:

«Não matarás o embrião por meio do aborto, nem farás que morra o recém-nascido». (Didaké 2,2)

Deus [...], Senhor da vida, confiou aos homens, para que estes desempenhassem dum modo digno dos mesmos homens, o nobre encargo de conservar a vida. Esta deve, pois, ser salvaguardada, com extrema solicitude, desde o primeiro momento da concepção; o aborto e o infanticídio são crimes abomináveis.”

Um pecado que brada aos céus por Vingança

Assim diz o Catecismo de São Pio X:

963) Quais são os pecados que bradam ao Céu e pedem vingança a Deus?

Os pecados que bradam ao Céu e pedem vingança a Deus são quatro:

1º homicídio voluntário (Aborto).

2º pecado impuro contra a natureza (Homossexualismo - sodomitas).

3º Opressão dos pobres, principalmente órfãos e viúvas;

4º Não pagar o salário a quem trabalha.


964) Por que se diz que estes pecados pedem vingança a Deus?

Diz-se que estes pecados pedem vingança a Deus, porque o diz o Espírito Santo, e porque a sua malícia é tão grave e manifesta, que provoca o mesmo Deus a puni-los com os mais severos castigos.

Ou seja, existem níveis de gravidade dos pecados que cometemos: Pecado venial (leve), pecado mortal (grave, nos priva da graça de Deus e ficamos merecendo o inferno), pecado que brada aos céus por vingança (mais grave que o mortal, o homem começa pagando em vida), e o mais grave de todos que é o pecado contra o Espírito Santo. O Aborto enquadra-se no pecado que brada aos céus, por que é gravíssimo.

Sinais, Gestos e Símbolos da Santa Missa.


Desde os primeiros séculos, os cristãos sentiram a necessidade de expressar seus louvores a Deus através de gestos, símbolos e sinais, que fossem também compreensíveis a todas as pessoas. Assim, com o passar dos séculos, a Liturgia da Missa se desenvolveu e se enriqueceu. Para aproveitar as inúmeras graças concedidas durante a Santa Missa, todo fiel deve tentar conhecê-la melhor e não simplesmente repetir o que os outros fazem ou dizem, sem saber o porquê. A Missa compreendida pode ser mais amada, e muito bem amada! No entanto, ninguém ama aquilo que não conhece e, dessa forma, acaba por não se beneficiar tanto quanto poderia.


Gestos, Símbolos e Sinais

Assim como toda a nossa vida, também a Missa é formada por gestos, símbolos e sinais. São meios humanos para expressar a adoração, a reparação, o agradecimento e as súplicas que podemos elevar a Deus, além de nossas intenções pessoais. Obviamente, tudo isso possui significado específico dentro da Missa, que deve ser celebrada e assistida de maneira lúcida e não de qualquer modo; em caso contrário, perdem o seu imenso, tremendo valor. Quando fazemos algo sem saber o seu significado e o seu motivo, que valor poderá ter para Aquele a quem é dirigido? Portanto, toda Liturgia é formada por estes três elementos: Sinal, Símbolo e Gesto.



Sinais – Sinal é o que nos faz lembrar ou que representa algo, seja um fato ou um fenômeno, presente, passado ou futuro. Para deixar um exemplo vulgar, quando colocamos galhos ou ramos de árvores em uma curva na estrada, alertamos aos outros carros que pode haver um acidente ou veículo parado na estrada, logo após a curva. Podemos dizer que o sinal ou figura é sempre menor que o seu significado. Um outro e melhor exemplo de sinal, dentro do ambiente cristão, é o uso da vela: a chama de uma vela acesa pode significar a Luz Divina ou claridade da vida eterna, que nunca se acaba. Observe que ambos os exemplos, mundano e Sagrado, são do conhecimento Universal.






Símbolos – O símbolo, ao contrário do sinal, exige um conhecimento especial prévio. Pode não representar nada para as pessoas que não convivem num determinado meio ou não pertencem a certo ambiente. Os primeiros cristãos desenhavam cruzes e peixes nas catacumbas onde se escondiam da perseguição romana. Por que peixes? Porque a palavra "peixe", em grego (IXTUS), correspondia à abreviação da expressão "Jesus Cristo Filho de Deus Salvador".




Gestos – Os gestos são movimentos que fazemos com nossos braços, mãos, pés, cabeça, etc., ou, ainda, com todo o nosso corpo, e que também possuem significados. Na Missa, os gestos devem ser sinceros, pois são dirigidos ao Sagrado. E quando todos fazem o mesmo gesto, demonstra-se a unidade da comunidade. Unir as palmas das mãos durante a oração significa súplica e entrega a Deus; ajoelhar-se pode significar adoração; inclinar a fronte significa concordância; elevar as mãos pode significar louvor e/ou ação de graças. Sentar-se com o tronco ereto e o corpo voltado para o Altar significa atenção.


Quando se evoca a Presença Real de Jesus Cristo na Comunhão Eucarística, é importantíssimo que você compreenda a maravilha e a magnitude do que ocorre naquele momento: o Apóstolo São Paulo diz que quem se aproxima indignamente da sagrada Mesa, come e bebe sua própria condenação (1Cor 11, 28-29). É difícil ser mais severo do que isso, e com toda a justiça! Quando o Corpo e o Sangue de Cristo forem elevados pelo sacerdote, adore e agradeça. Aproxime-se da Sagrada Eucaristia com reverência: é Deus mesmo que você vai receber!
Antes e acima de tudo, lembre-se: você deve assistir à Santa Missa com gratidão e alegria no coração; com devoção, profundo amor e reverência. Você está participando da Renovação do Sacrifício de Nosso Senhor Jesus Cristo para a sua salvação e de toda a humanidade. Nunca se esqueça do quão importante é isto.

O devido respeito para com a Sagrada Eucaristia.

                                                                                         

Apesar de toda catequese da Igreja sobre a Eucaristia, ainda hoje Jesus é muito desrespeitado e profanado na Hóstia Santa
Os Sacramentos que Cristo deixou na Igreja transmitem a graça da salvação que Ele conquistou pela sua morte e ressurreição; mas a sagrada Eucaristia vai mais além, porque  é o centro da fé católica; é o maior de todos os Sacramentos porque nele Cristo está vivo, em corpo, sangue, alma e divindade.
Há dois mil anos, desde que pela primeira vez Jesus celebrou a Eucaristia na Santa Ceia, nunca mais a Igreja deixou de realizá-la. Além disso, Cristo na Hóstia sagrada, vítima oferecida em sacrifício, é guardado nos Sacrários para ser adorado pelos fiéis e levado aos doentes. Mas, apesar de toda catequese da Igreja sobre a Eucaristia, ainda Jesus é muito desrespeitado e profanado na Hóstia santa.
Uma dessas profanações acontece quando alguém, ciente de que está em pecado grave, comunga sem se confessar com o sacerdote. São Paulo nos lembra da gravidade de Comungar sem estar em condições para isso. Ele diz: “Assim, todas as vezes que comeis desse pão e bebeis desse cálice lembrais a morte do Senhor, até que venha. Portanto, todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente será culpável do corpo e do sangue do Senhor. Que cada um se examine a si mesmo, e assim coma desse pão e beba desse cálice. Aquele que o come e o bebe sem distinguir o corpo do Senhor, come e bebe a sua própria condenação. Esta é a razão por que entre vós há muitos adoentados e fracos, e muitos mortos”. (1 Cor 11,26-30)
É claro que não devemos deixar de Comungar por qualquer falta cometida, mas quando o pecado é grave, mortal, é indispensável a Confissão. Não se pode receber Aquele que é Santo em um coração que não esteja purificado.
Outra profanação seríssima contra a Eucaristia é o uso de Hóstias consagradas para a chamada “missa negra” realizada em cultos demoníacos. São Paulo fala da grandeza do Corpo de Cristo na Eucaristia: “O cálice de bênção, que benzemos, não é a comunhão do sangue de Cristo? E o pão, que partimos, não é a comunhão do corpo de Cristo?…  As coisas que os pagãos sacrificam, sacrificam-nas a demônios e não a Deus. E eu não quero que tenhais comunhão com os demônios. Não podeis beber ao mesmo tempo o cálice do Senhor e o cálice dos demônios. Não podeis participar ao mesmo tempo da mesa do Senhor e da mesa dos demônios”. (1Cor 10,16-21).

Por que a Igreja é Una?


Falando da Igreja o Concílio nos ensina que: “Esta é a ÚNICA Igreja de Cristo que no símbolo confessamos una, santa, católica e apostólica” (LG, 8). A unidade e unicidade da Igreja vêm da própria unidade da Trindade Santa. O único povo de Deus no Antigo Testamento (Israel), se prolonga no único povo de Deus no Novo Testamento (a Igreja). Cristo tem um só Corpo e uma só Esposa, daí vem a exigência monogâmica do matrimônio cristão, que é espelho da união de Cristo com a sua única Esposa.
São Clemente de Alexandria (†215) expressou bem esse mistério dizendo: “Que estupendo mistério! Há um único Pai do universo, um único Logos do universo e também um único Espírito Santo, idêntico em todo lugar; há também uma única virgem que se tornou mãe, e me agrada chamá-la Igreja” (CIC nº 813).
São Paulo também expressa de muitas maneiras a unidade da Igreja. Aos coríntios ele afirma: “Por isso, se um membro sofre, todos os membros padecem com ele; ou se um membro é honrado, todos os membros se regozijam com ele” (1Cor 12,26).
A diversidade de membros do Corpo místico não destrói a sua unidade. É a “unidade na diversidade”, como ensina São Paulo:
“Pois, como em  um  só  corpo  temos  muitos  membros e cada um dos nossos membros tem diferente função, assim nós, embora sejamos muitos membros, formamos um só corpo em Cristo, e cada um de nós é membro um do outro” (Rom 12,4-5).
A “Lumen Gentium” deixa bem claro que: “A única Igreja de Cristo… é aquela que nosso Salvador, depois  da  sua  Ressurreição, entregou a Pedro para  apascentar  e confiou  a ele e aos demais  Apóstolos  para propagá-la e regê-la… Esta Igreja, constituída e organizada neste mundo como uma  sociedade,  subsiste na Igreja Católica governada pelo sucessor de Pedro e pelos bispos em comunhão com ele” (LG, 8).
A unidade da Igreja se revela também por vários fatores: doutrina, liturgia, governo, sucessão apostólica, etc.
A Igreja possui uma única doutrina, um único Credo, a profissão de uma única fé recebida dos Apóstolos. Ninguém pode se dizer católico se não crê nessas verdades da fé.

O Tempo pascal

Cristo ressuscita naqueles que sabem partir o pão.

Páscoa é passagem para uma situação melhor, da morte para vida, do pecado para graça, da escravidão para liberdade, baseado não em nossas forças, mas na fé em Jesus Cristo. Páscoa se dá não só no rito da Liturgia; deve acontecer em cada instante da vida do homem em busca da terra prometida, da vida nova da felicidade. O Tempo Pascal acontece do Domingo da Ressurreição até o Domingo de Pentecostes, por isso, cinquenta dias na presença do Ressuscitado nos preparando para receber o Espírito Santo prometido.
Nas leituras bíblicas, sobretudo nos Evangelhos do Tempo Pascal, percebemos que Jesus se dá a conhecer, que Ele ressuscita lá onde existe acolhimento, lá onde se presta serviço ao próximo. Podemos dizer que Cristo ressuscita lá onde se vive o novo mandamento do amor, da caridade. Primeiramente Jesus se dá a conhecer às mulheres que vão ao sepulcro para ungir com aromas o Seu Corpo. Jesus se dá a conhecer a Madalena, que vai em busca do Seu Corpo. O Senhor se manifesta a Pedro e a João que vão ao sepulcro. Jesus aparece à comunidade reunida no cenáculo. Tomé, que não está presente, não usufrui da presença do Senhor; tornando-se presente, no entanto, também O reconhece.
É preciso, pois, a exemplo de Cristo, partir o pão e servir, ou seja, colocar-se a serviço do próximo, tornando-se pão e alimento para a vida do mundo. Eis o sentido atual do milagre da multiplicação dos pães.
Cristo está ressuscitando em sua vida?
Quando os discípulos O reconhecem na fração do pão, Ele desaparece. Não é mais necessidade de Cristo permanecer entre os homens de maneira corpórea, pois Ele continua presente de maneira sacramental nos Seus discípulos, na Sua Igreja, naqueles que vivem o serviço do amor, pois o novo mandamento tudo renova, faz reviver todas as coisas.
“Ide dirá Ele, vós sereis minhas testemunhas até os confins da terra”. Vós sereis meus continuadores no meio dos homens. Isso vem expresso no que segue: “Levantaram na mesma hora e voltaram a Jerusalém. Eles, por sua vez, contaram o que havia acontecido no caminho e como o tinham reconhecido ao partir o pão” (Cf. Lc 24, 33-35).
Pela caridade os cristãos se apresentam no mundo como chagas do Cristo ressuscitado, no qual o homem, a exemplo de Tomé, poderá perceber e apalpar o amor de Cristo e n'Ele crer; e, acreditando, tenha a vida eterna. Cada cristão é convidado para se tornar presença do Cristo ressuscitado entre os irmãos, de tal sorte que os homens reconheçam Sua face na caridade do irmão.
Clique em comentários e diga: Tenho vivido como alguém ressuscitado em Cristo? Deixe os seus pedidos de oração.
Soltemos o nosso grito: ALELUIA! Pois Cristo ressuscitou e nos deu vida nova. Este é um canto litúrgico muito antigo, que se reza em todas as grandes solenidades de nossa fé, cantemos os louvores do Senhor:
Oração: Ó Deus, que fazeis crescer a vossa Igreja dando-lhe sempre novos filhos e filhas, concedei que por toda a sua vida estes vossos servos e servas sejam fiéis ao sacramento do batismo que receberam professando a fé. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Reflexões pós natal – O ódio de satanás contra a encarnação do Verbo

Salve Maria Imaculada!

Após este Natal fiquei refletindo sobre algumas coisas. O que é mesmo Natal? Como é difícil ver que as pessoas celebram algo que desconhecem. As pessoas tem o Natal simplesmente como um feriado qualquer tirado para cometer pecados. O que as pessoas fazem nesta data tão especial para nós católicos, é o mesmo que fazem em festas mundanas como Carnaval.

No Natal celebramos (celebrar, alegrar-se, e não farrear mundanamente) o nascimento do Senhor Jesus Cristo. Aliás, é muito mais que um nascimento de uma pessoa. O nascimento de Jesus marca para nós a encarnação do Verbo, ou seja, é Deus quem se encarna e se faz homem no meio de nós. Mas muitos cristãos parecem não se importar com isso...

Muita gente acha que o Natal é tempo de filantropia. É comum vermos as velhas campanhas de pseudo caridade. Obviamente que não sou contra a ajuda ao próximo. Mas é que parece que morador de rua só come no Natal, só sente frio no Natal... Se o Natal é a celebração da encarnação do Verbo, ou seja, Deus está no meio de nós; será que não seria interessante, e muito mais cristão da nossa parte, ajudar os mais pobres durante todo o ano?

Nessa época as pessoas desejam paz, felicidade, alegria, amor, etc., e tal. Mas muitos nem acreditam na existência de Cristo. Sejamos sinceros: o que é paz? Nós só teremos paz em Cristo. Aliás, Cristo é o nosso Shalom! Cristo é a verdadeira paz. Como Ele mesmo diz para Santa Faustina: “o mundo não encontrará paz enquanto não se voltar para a minha misericórdia”. Ora, como desejamos a paz se estamos em meio a guerra do mundo e queremos continuar nela? Que guerra? - podem me perguntar alguns -. A guerra da bebedeira, da prostituição, das drogas, do divórcio, da sodomia, da bagaceira geral. Paz? Só na vida em Cristo! Felicidade? Em Cristo! Alegria? Nunca encontrei nos vinhos velhos que bebi, na vida passada, mas só encontrei no vinho novo da vida em Cristo! Amor? Só encontrei no Ressuscitado que passou pela Cruz! Até quando essa sociedade será hipócrita e ficará procurando a felicidade onde não tem? Só em Deus podemos ser felizes.

Não sou melhor do que ninguém. Antes seja pior que todos. Mas Deus, através de Nossa Senhora, em Sua infinita Misericórdia, me deu a graça de na véspera de Natal ir para o Santo Sacrifício da Missa celebrada por Dom Aparecido, comungar o Corpo e o Sangue de Cristo, celebrar o Natal lá, voltar pra casa na verdadeira paz que só encontro na Eucaristia. Mas em contrapartida no caminho a gente vê a degradação do mundo, a falsa paz, o ódio do encardido à encarnação do Verbo. Tanta bebedeira, latas de cerveja, farras, músicas mundanas dos piores níveis... Em casa dava para ouvir. E era tanta festa por perto que tinha hora que era bem três ritmos diferentes ao mesmo tempo. Muito mundanismo no dia que celebramos a encarnação daquele que veio, se encarnou, morreu na Cruz e ressuscitou para nos tirar do mundo pecaminoso.

Mas não quero simplesmente dizer “poxa, ninguém celebra o Natal direito, ninguém quer saber de Deus.” Não! Na verdade, nesses dias natalinos eu refleti de uma forma diferente. Na realidade eu não vi tanto o pecado ao meu redor. Eu simplesmente vi que o pecado que me rodeia é reflexo do pecado que está dentro de mim. Sim! O pecado da minha omissão. O pecado da minha falta de oração. Não adianta eu dizer que ninguém lembra de Cristo no Natal, se durante todo ano eu não fiz a vontade de Deus que era evangelizar e levar Cristo para essas pessoas que não O conhecem. Muitos sabem de Jesus só de nome; vão pra Igreja, até servem, mas não tiveram uma experiência com Cristo. Sim, eu deveria ter me mortificado, sangrado, dado a vida para que Cristo fosse adorado neste lugar. Então, se eu não consumi a minha vida pela evangelização, que direito eu tenho de apontar o dedo? O mais podre sou eu que não fiz a vontade do meu Amado. Maior pecado tem eu, porque eu O conheço e não O transmiti para as pessoas. Para que alguém tenha fé, é preciso que alguém pregue. Eu não preguei como deveria.

Nossa Senhora quando apareceu em Fátima disse de forma direta: “Muitas almas vão para o inferno porque não há quem reze e se sacrifique por elas”. Talvez neste Natal muitos se encaminharam para a perdição. Mas o que me dói é: eu rezei e me sacrifiquei para que se convertessem? É, meus caros irmãos, é preciso dar a vida. Conversão! Conversão! Conversão! Nossa Senhora, também em Fátima, disse aos pastorinhos que se o povo rezasse o terço todos os dias acabaria a guerra. Se essa guerra do pecado não cessa, e até no Natal vimos o que vimos, é porque nem o povo Católico tem rezado o Terço (vamos nem citar o Rosário para não passarmos vergonha). Então busquemos sempre ao ver essas situações rezar “Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim pecador”, pois o pecado da nossa omissão em anunciar Cristo, denunciar o pecado, enfim, esse nosso calar tem feito o mundo se afogar em pecados. E se não nos convertermos o mundo se afogará na ira de Deus.

Mas toda essa onda de pecados nesta celebração do Natal é instigada pelo demônio. Meus queridos irmãos, o demônio odeia o mistério da encarnação de Jesus no seio da Virgem Maria. Lembro-me que em um retiro em que uma garota manifestou o inimigo, fomos rezar o Rosário pedindo a sua libertação da opressão do mal. Quando rezávamos o Credo e falamos “...nasceu da Virgem Maria” o encardido começou a rir e meio que zombar (se não me engano até disse “não creio não” – e rindo). Por quê? Porque ele odeia tanto a Virgem Maria, pois a Virgem Santa disse SIM a Deus, foi humilde, obediente, e Ela se tornou o primeiro Sacrário vivo de Jesus. E depois porque odeia a encarnação do Verbo em si. Ou seja, o demônio odeia ver o amor de Deus por nós. Deus se humilha ao se fazer homem. Para nos salvar. Para nos tirar das garras do demônio. E se o demônio não conseguiu derrotar Jesus durante Sua missão na terra. Cristo morreu na Cruz e ressuscitou. Se ele não conseguiu tocar na Virgem Maria (que foi Imaculada e não cometeu pecado nenhum na terra, nem mesmo venial, foi toda pura); ele então toca na humanidade podre a fazendo profanar no dia santo do Natal. Se ele não conseguiu impedir a encarnação do Verbo, ele profana essa celebração. Faz que os homens cometam os pecados mais horríveis e cometam atos de ódio contra Deus, no dia da Sua encarnação. Sim, tudo pra provocar a Deus. O demônio é sujo. Tanto é verdade que vemos o Carnaval, por exemplo, sendo uma época que com certeza é a que mais se cometem pecados mortais, sendo festejado no início da Quaresma. Ou seja, na época de conversão o demônio faz as almas se perderem. Na época em que nos preparamos para a Semana Santa para meditarmos a Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo, o demônio faz com que os homens cuspam na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo com seus pecados.

E quero encerrar essa meditação, lembrando a você que esteja em pecado mortal, que esteja festejando, farreando, nas drogas, na prostituição, na vida podre... Seja sincero, você não é feliz. A tua felicidade é Cristo. Volto a lembrar o que disse Jesus à Santa Faustina: “O MUNDO NÃO ENCONTRARÁ PAZ ENQUANTO NÃO SE VOLTAR PARA A MINHA MISERICÓRDIA!” Volte para Cristo! Confesse os teus pecados para um padre. Seja santo. Essa é a vontade de Deus. “Sede santo, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou santo” (Lev. 19,2). Não há pecado que não possa ser perdoado, pois a Misericórdia de Deus é infinita. VOLTE PRA DEUS!

Ninguém é tão pecador, que não alcance misericórdia. A misericórdia divina é maior que nossas maldades. Mas sob a condição de que desejemos nos corrigir na santa confissão, com o propósito de preferir a morte ao vômito (Pr26,11)” (Santa Catarina de Sena)


Por agora satanás pode estar fazendo almas se perderem. Mas eu creio nas promessas de Nossa Senhora em Fátima: “POR FIM O MEU IMACULADO CORAÇÃO TRIUNFARÁ!”

Salve Maria Imaculada!