Grande Oração a São Miguel Arcanjo


Gloriosíssimo Príncipe da Milícia Celeste, São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate e na luta contra os dirigentes deste mundo de trevas, contra os espíritos malignos, espalhados pelos ares. Vinde em socorro dos homens que Deus criou à sua Imagem e Semelhança, e resgatou por grande Preço da tirania dos demônios.

A Santa Igreja vos venera como seu guarda e protetor; confiou-vos o Senhor a missão de introduzir na felicidade celeste as almas resgatadas. Rogai, pois, ao Deus da paz que esmague Satanás sob nossos pés, a fim de que ele não mais possa manter cativos os homens e fazer mal à Igreja.

Apresentai ao Altíssimo as nossas preces, a fim de que sem tardar o Senhor nos faça misericórdia, e contenhais vós o Dragão, a antiga Serpente, que é o Demônio e Satanás, e o lanceis acorrentado no abismo para que não mais seduza as nações. Amém.


Magnae Oratiae Sancte Michael Arcangele

Princeps gloriosissime caelestis militae, Sancte Michael Archangele, defende nos in praelio adversus príncipes et potestates, adversus mundi rectores tenebrarum harum, contra spiritualia nequitiae, in ad imaginem similitudinis suae fecit, et a tyrannide diaboli emit pretio magno.

Te custodem et patronum sancta veneratur. Ecclesia; tibi tradidit Dominus animas redemptorum in superna felicitate locandas. Deprecare Deum pacis, ut conterat Satanam sub pedibus nostris, ne ultra valeat captivos tenere homines, et Ecclesia nocere.

Offer nostras preces in conspectu Altissimi, ut cito anticipent nos misericordiae Domini, et apprehendas Draconem, serpentem antiquum, qui est diabolôs et Satanas, et ligatum mittas in abyssum, ut non seducat amplius gentes. Amen.


Fonte:

Julgamento e punição pelos pecados.


Em todas as coisas, considera o fim: que atitude assumirá perante o rigor do juiz? Nada lhe é oculto, nenhum presente o dobra e não aceita desculpas, mas julga segunda a reta justiça, miserável e louco pecador! Que responderás diante de Deus, que conhece todo o mal que fizeste, tu que tens medo de um homem encolerizado? Por que não precaver-te para o dia do julgamento? Naquela hora, ninguém poderá encontrar em outro desculpa nem defesa: cada qual será pesado fardo para si mesmo! É agora que teu labor produz frutos, que teus prantos podem ser aceitos, teus gemidos escutados, é agora que teu sofrimento pode compensar e purificar tua falta.
O homem paciente possui um salutar meio de purificação: acabrunhado pelas injúrias, desola-se mais com a maldade do outro do que com a injúria que lhe é feita; não hesita em orar pelos adversários e perdoar as faltas do fundo do coração; não tarda em pedir perdão aos outros; cede mais facilmente a misericórdia do que a cólera; sempre faz violência a si mesmo e esforça em todas as coisas por submeter a carne ao espírito.

É melhor expiar agora os próprios pecados e eliminar o mal em si do que deixar a purificação para mais tarde. Na verdade, o amor desordenado que dedicamos à natureza nos prejudica a nós mesmos.
Esse fogo devorará os teus pecados, nada além disso. Quanto mais te poupas agora e segue tua natureza, mais rude será o castigo que te espera e mais matéria guarda para ser consumida. A pessoa é mais gravemente punida por onde pecou mais. Lá os preguiçosos serão atormentados Poe aguilhões de fogo e os glutões atazanados por uma fome e sede imensas. Lá os sensuais e amantes das volúpias serão banhados de pez ardente e enxofre nauseabundo, e os invejosos berrarão de dor como cães furiosos.
Nenhum vício deixará de ter seu próprio suplício. Os orgulhosos serão cobertos de confusão e os avaros conhecerão as aflições da miséria e da indigência. Lá, uma hora se castigo será mais atroz do que cem anos de amarga penitência neste mundo. Lá, não existe repouso, nenhuma consolação para os condenados: aqui neste mundo, de tempos a tempos, vemos o fim do sofrimento e encontramos prazer nas consolações dos amigos.

É agora que deves preocupar-te com teus pecados e suportar os castigos que lhes são devidos, a fim de que no dia do julgamento estejas em segurança com os bem-aventurados. Então os justos se erguerão com grande firmeza, diante dos que os oprimiram e humilharam (Sb 5,1). Então estará de pé para o julgamento aquele que agora se submete humildemente aos julgamentos dos homens. Então o pobre e o humilde estarão cheios de confiança, ao passo que o orgulhoso será assaltado pelo medo de todos os lados.

Então se verá que era sábio neste mundo aquele que havia aprendido a ser louco e desprezado por causa de Cristo (ef. 1 Cor 4,10). Então se verá a utilidade de toda provação sofrida com paciência, e toda iniqüidade fechará a boca (Sl 106, 42). Todo homem de oração e alegrará e se afligirá todo ímpio. E natureza manifestará mais alegria pelo sofrimento suportado do que se tivesse sido sempre alimentada com Delícias; um hábito grosseiro resplandecerá, enquanto uma roupa de gala perderá seu brilho; uma moradia pobre merecerá mais louvores do que um palácio dourado; uma paciência constante será mais útil do que todo o poder do mundo; uma simples obediência será mais gloriosa do que toda a astúcia do mundo.
Então uma boa consciência produzirá mais alegria do que uma sábia filosofia; o desprezo pelas riquezas terá mais peso do que todos os tesouros da terra; uma oração ardente produzirá mais consolação do que saborosas iguarias; terás mais alegria por ter guardado silêncio do que por ter jogado fora milhões de palavras. Ali as ações santas terão mais valor do que muitas belas frases. Então vida austera e rude penitência parecerão preferíveis a todo o prazer terrestre.
Aprende a sofrer um pouco agora, a fim de seres, mais tarde, libertado, das penas mais graves. Começa treinando agora o que serás capaz de suportar mais tarde. Se não és capaz de sofrer agora nem um pouco, como poderás suportar os tormentos eternos? Se agora um leve sofrimento supera o que és capaz de suportar, que acontecerá quando estiveres na Geena? Na verdade, não podes experimentar as duas alegrias ao mesmo tempo: a das delícias do mundo e, mais tarde, a de reinar com Cristo (ef. Ap 20, 4).

Se até hoje tivesses sempre vivido nas horas e nos prazeres, de que te serviria tudo isso, se agora mesmo viesses a morrer? Tudo é vaidade (Ecl 1,2), a não ser amar a Deus e só a ele servir (Livro I, 1, 4). Quem ama a Deus de todo o coração não teme a morte, nem o suplício, nem o julgamento, nem o inferno. Porque o amor perfeito abre o acesso seguro para Deus. Não é de estranhar que aquele que ainda encontra prazer em pecar tema a morte e o julgamento. Contudo, se o amor não consegue arrancar-te do mal, convém que pelo menos o fogo do inferno a isto te obrigue. Quem coloca em segundo plano o temor de Deus não poderá permanecer por muito tempo no bem, pois depressa cairá nas redes do diabo.

Fonte:
A imitação de Cristo.

Como se comportar em uma Santa Missa?

Primeiramente, é bom chegar à igreja um pouco antes do horário. Ter um tempo para entrar na atmosfera da liturgia facilita o envolvimento com o Mistério da Santa Missa.
Lembrando que igreja é lugar de oração, de contemplação, de silêncio. Portanto, mesmo que outras pessoas não respeitem isso, faça você a sua parte. Se precisar falar seja sóbrio, para que a sua fala não atrapalhe os fiéis em suas orações.

Quando a Missa se inicia, o sacerdote é Cristo. Ele age na pessoa de Cristo, Cabeça da Igreja. Nesse sentido, não importa sua roupa, seu testemunho, ou tampouco sua pregação. Merece todo respeito e reverência que esta posição lhe impõe.
Palmas e mãos para o alto (como os dançarinos de axé fazem) não fazem parte dos gestos litúrgicos, mas também não podem ser consideradas como uma “afronta” à liturgia dada a permissão de se inserir ritmos musicais populares no rito. Porém, convenhamos que, tanto esses gestos quanto determinados ritmos musicais não se encaixam com a atmosfera da sagrada liturgia. Evitemos!

Compreenda e se envolva espiritualmente com cada momento litúrgico. Ato penitencial, Glória, homilia, Cordeiro de Deus, consagração, ação de graças... Envolva-se também fisicamente com esses momentos, mantendo a devida postura e executando os gestos prescritos, como: inclinação, ajoelhar-se, etc.
Ao receber a Sagrada Comunhão, a receba da forma mais digna que puder. Você pode receber a Eucaristia de joelhos diretamente na boca, de pé diretamente na boca, ou na mão. No caso da última, tenha todo o carinho e zelo para que nenhuma pequenina partícula se perca, pois ali ainda está o Corpo de Cristo.
Após a comunhão, existe um momento de extremo silêncio e adoração. Não se preocupe com a música, com o que o padre ou os ministros estão fazendo, tampouco com a roupa ou o cabelo da paroquiana que está na frente. Cristo está em você e só isso lhe importa neste momento. Silencie e ore.
Se levar crianças para a Santa Missa, eduque-as. Igreja não é lugar de brincar, de correr e muito menos de comer pipoca.

E, por fim, quando a liturgia termina e o diácono ou o sacerdote se despede da assembléia, espere a procissão de ministros sair em direção à sacristia para depois se despedir das pessoas e se retirar da igreja.
Seguindo essas dicas, com certeza, conseguirá vivenciar melhor este grande Mistério.



A paz de Cristo!

Contracepção e Aborto: Um pecado que brada aos céus!


O Aborto é um crime, e isso não é novidade para ninguém, apesar das pessoas tentarem ameniza-lo de todas as formas, como se existisse algo que justificasse o assassinato. Quando uma mulher aborta, muito é dito sobre “tirar o bebe”, “interromper a gravidez”, mas evitam palavras como “matar o bebê”, que é exatamente o que é este crime, fazem isso para a sua consciência ficar tranquila, por que no fundo todos sabem que qualquer tipo de aborto é um crime contra a vida humana, um pecado gravíssimo.

Não basta dizer que é um crime e um pecado, é muito pior que isso, é muito pior do que todos imaginamos. O aborto está sendo feito de muitas formas, muitas delas desconhecidas pelas próprias mulheres. Explicarei mais a frente.

O aborto viola gravemente o 5º Mandamento da Lei de Deus: Não matarás! Por isso é um pecado mortal, que produz a “morte” na alma daquele que o praticou, privando-o da graça de Deus que é sua vida sobrenatural, e tornando-o merecedor do inferno. Sobre as condições do perdão.

Está previsto no Código de Direito Canônico, no cânon 1398: “Quem provoca o aborto, seguindo-se o efeito, incorre em excomunhão latae sententiae”. Isso quer dizer que está automaticamente fora da Igreja e excluído dos sacramentos. Caso se arrependa e queira reconciliar-se, terá que recorrer ao bispo diocesano para obter a absolvição ou a algum sacerdote investido de poderes especiais para conceder tal absolvição.

O que diz o Catecismo sobre a Vida Humana?

Catecismo da Igreja Católica n° 2270 - 2271: “A vida humana deve ser respeitada e protegida, de modo absoluto, a partir do momento da concepção. Desde o primeiro momento da sua existência, devem ser reconhecidos a todo o ser humano os direitos da pessoa, entre os quais o direito inviolável de todo o ser inocente à vida.

«Antes de te formar no ventre materno, Eu te escolhi: antes que saísses do seio da tua mãe, Eu te consagrei» (Jr 1, 5).

«Vós conhecíeis já a minha alma e nada do meu ser Vos era oculto, quando secretamente era formado, modelado nas profundidades da terra» (Sl 139, 15).

A Igreja afirmou, desde o século I, a malícia moral de todo o aborto provocado. E esta doutrina não mudou. Continua invariável. O aborto direto, isto é, querido como fim ou como meio, é gravemente contrário à lei moral:

«Não matarás o embrião por meio do aborto, nem farás que morra o recém-nascido». (Didaké 2,2)

Deus [...], Senhor da vida, confiou aos homens, para que estes desempenhassem dum modo digno dos mesmos homens, o nobre encargo de conservar a vida. Esta deve, pois, ser salvaguardada, com extrema solicitude, desde o primeiro momento da concepção; o aborto e o infanticídio são crimes abomináveis.”

Um pecado que brada aos céus por Vingança

Assim diz o Catecismo de São Pio X:

963) Quais são os pecados que bradam ao Céu e pedem vingança a Deus?

Os pecados que bradam ao Céu e pedem vingança a Deus são quatro:

1º homicídio voluntário (Aborto).

2º pecado impuro contra a natureza (Homossexualismo - sodomitas).

3º Opressão dos pobres, principalmente órfãos e viúvas;

4º Não pagar o salário a quem trabalha.


964) Por que se diz que estes pecados pedem vingança a Deus?

Diz-se que estes pecados pedem vingança a Deus, porque o diz o Espírito Santo, e porque a sua malícia é tão grave e manifesta, que provoca o mesmo Deus a puni-los com os mais severos castigos.

Ou seja, existem níveis de gravidade dos pecados que cometemos: Pecado venial (leve), pecado mortal (grave, nos priva da graça de Deus e ficamos merecendo o inferno), pecado que brada aos céus por vingança (mais grave que o mortal, o homem começa pagando em vida), e o mais grave de todos que é o pecado contra o Espírito Santo. O Aborto enquadra-se no pecado que brada aos céus, por que é gravíssimo.

Sinais, Gestos e Símbolos da Santa Missa.


Desde os primeiros séculos, os cristãos sentiram a necessidade de expressar seus louvores a Deus através de gestos, símbolos e sinais, que fossem também compreensíveis a todas as pessoas. Assim, com o passar dos séculos, a Liturgia da Missa se desenvolveu e se enriqueceu. Para aproveitar as inúmeras graças concedidas durante a Santa Missa, todo fiel deve tentar conhecê-la melhor e não simplesmente repetir o que os outros fazem ou dizem, sem saber o porquê. A Missa compreendida pode ser mais amada, e muito bem amada! No entanto, ninguém ama aquilo que não conhece e, dessa forma, acaba por não se beneficiar tanto quanto poderia.


Gestos, Símbolos e Sinais

Assim como toda a nossa vida, também a Missa é formada por gestos, símbolos e sinais. São meios humanos para expressar a adoração, a reparação, o agradecimento e as súplicas que podemos elevar a Deus, além de nossas intenções pessoais. Obviamente, tudo isso possui significado específico dentro da Missa, que deve ser celebrada e assistida de maneira lúcida e não de qualquer modo; em caso contrário, perdem o seu imenso, tremendo valor. Quando fazemos algo sem saber o seu significado e o seu motivo, que valor poderá ter para Aquele a quem é dirigido? Portanto, toda Liturgia é formada por estes três elementos: Sinal, Símbolo e Gesto.



Sinais – Sinal é o que nos faz lembrar ou que representa algo, seja um fato ou um fenômeno, presente, passado ou futuro. Para deixar um exemplo vulgar, quando colocamos galhos ou ramos de árvores em uma curva na estrada, alertamos aos outros carros que pode haver um acidente ou veículo parado na estrada, logo após a curva. Podemos dizer que o sinal ou figura é sempre menor que o seu significado. Um outro e melhor exemplo de sinal, dentro do ambiente cristão, é o uso da vela: a chama de uma vela acesa pode significar a Luz Divina ou claridade da vida eterna, que nunca se acaba. Observe que ambos os exemplos, mundano e Sagrado, são do conhecimento Universal.






Símbolos – O símbolo, ao contrário do sinal, exige um conhecimento especial prévio. Pode não representar nada para as pessoas que não convivem num determinado meio ou não pertencem a certo ambiente. Os primeiros cristãos desenhavam cruzes e peixes nas catacumbas onde se escondiam da perseguição romana. Por que peixes? Porque a palavra "peixe", em grego (IXTUS), correspondia à abreviação da expressão "Jesus Cristo Filho de Deus Salvador".




Gestos – Os gestos são movimentos que fazemos com nossos braços, mãos, pés, cabeça, etc., ou, ainda, com todo o nosso corpo, e que também possuem significados. Na Missa, os gestos devem ser sinceros, pois são dirigidos ao Sagrado. E quando todos fazem o mesmo gesto, demonstra-se a unidade da comunidade. Unir as palmas das mãos durante a oração significa súplica e entrega a Deus; ajoelhar-se pode significar adoração; inclinar a fronte significa concordância; elevar as mãos pode significar louvor e/ou ação de graças. Sentar-se com o tronco ereto e o corpo voltado para o Altar significa atenção.


Quando se evoca a Presença Real de Jesus Cristo na Comunhão Eucarística, é importantíssimo que você compreenda a maravilha e a magnitude do que ocorre naquele momento: o Apóstolo São Paulo diz que quem se aproxima indignamente da sagrada Mesa, come e bebe sua própria condenação (1Cor 11, 28-29). É difícil ser mais severo do que isso, e com toda a justiça! Quando o Corpo e o Sangue de Cristo forem elevados pelo sacerdote, adore e agradeça. Aproxime-se da Sagrada Eucaristia com reverência: é Deus mesmo que você vai receber!
Antes e acima de tudo, lembre-se: você deve assistir à Santa Missa com gratidão e alegria no coração; com devoção, profundo amor e reverência. Você está participando da Renovação do Sacrifício de Nosso Senhor Jesus Cristo para a sua salvação e de toda a humanidade. Nunca se esqueça do quão importante é isto.

O devido respeito para com a Sagrada Eucaristia.

                                                                                         

Apesar de toda catequese da Igreja sobre a Eucaristia, ainda hoje Jesus é muito desrespeitado e profanado na Hóstia Santa
Os Sacramentos que Cristo deixou na Igreja transmitem a graça da salvação que Ele conquistou pela sua morte e ressurreição; mas a sagrada Eucaristia vai mais além, porque  é o centro da fé católica; é o maior de todos os Sacramentos porque nele Cristo está vivo, em corpo, sangue, alma e divindade.
Há dois mil anos, desde que pela primeira vez Jesus celebrou a Eucaristia na Santa Ceia, nunca mais a Igreja deixou de realizá-la. Além disso, Cristo na Hóstia sagrada, vítima oferecida em sacrifício, é guardado nos Sacrários para ser adorado pelos fiéis e levado aos doentes. Mas, apesar de toda catequese da Igreja sobre a Eucaristia, ainda Jesus é muito desrespeitado e profanado na Hóstia santa.
Uma dessas profanações acontece quando alguém, ciente de que está em pecado grave, comunga sem se confessar com o sacerdote. São Paulo nos lembra da gravidade de Comungar sem estar em condições para isso. Ele diz: “Assim, todas as vezes que comeis desse pão e bebeis desse cálice lembrais a morte do Senhor, até que venha. Portanto, todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente será culpável do corpo e do sangue do Senhor. Que cada um se examine a si mesmo, e assim coma desse pão e beba desse cálice. Aquele que o come e o bebe sem distinguir o corpo do Senhor, come e bebe a sua própria condenação. Esta é a razão por que entre vós há muitos adoentados e fracos, e muitos mortos”. (1 Cor 11,26-30)
É claro que não devemos deixar de Comungar por qualquer falta cometida, mas quando o pecado é grave, mortal, é indispensável a Confissão. Não se pode receber Aquele que é Santo em um coração que não esteja purificado.
Outra profanação seríssima contra a Eucaristia é o uso de Hóstias consagradas para a chamada “missa negra” realizada em cultos demoníacos. São Paulo fala da grandeza do Corpo de Cristo na Eucaristia: “O cálice de bênção, que benzemos, não é a comunhão do sangue de Cristo? E o pão, que partimos, não é a comunhão do corpo de Cristo?…  As coisas que os pagãos sacrificam, sacrificam-nas a demônios e não a Deus. E eu não quero que tenhais comunhão com os demônios. Não podeis beber ao mesmo tempo o cálice do Senhor e o cálice dos demônios. Não podeis participar ao mesmo tempo da mesa do Senhor e da mesa dos demônios”. (1Cor 10,16-21).

Por que a Igreja é Una?


Falando da Igreja o Concílio nos ensina que: “Esta é a ÚNICA Igreja de Cristo que no símbolo confessamos una, santa, católica e apostólica” (LG, 8). A unidade e unicidade da Igreja vêm da própria unidade da Trindade Santa. O único povo de Deus no Antigo Testamento (Israel), se prolonga no único povo de Deus no Novo Testamento (a Igreja). Cristo tem um só Corpo e uma só Esposa, daí vem a exigência monogâmica do matrimônio cristão, que é espelho da união de Cristo com a sua única Esposa.
São Clemente de Alexandria (†215) expressou bem esse mistério dizendo: “Que estupendo mistério! Há um único Pai do universo, um único Logos do universo e também um único Espírito Santo, idêntico em todo lugar; há também uma única virgem que se tornou mãe, e me agrada chamá-la Igreja” (CIC nº 813).
São Paulo também expressa de muitas maneiras a unidade da Igreja. Aos coríntios ele afirma: “Por isso, se um membro sofre, todos os membros padecem com ele; ou se um membro é honrado, todos os membros se regozijam com ele” (1Cor 12,26).
A diversidade de membros do Corpo místico não destrói a sua unidade. É a “unidade na diversidade”, como ensina São Paulo:
“Pois, como em  um  só  corpo  temos  muitos  membros e cada um dos nossos membros tem diferente função, assim nós, embora sejamos muitos membros, formamos um só corpo em Cristo, e cada um de nós é membro um do outro” (Rom 12,4-5).
A “Lumen Gentium” deixa bem claro que: “A única Igreja de Cristo… é aquela que nosso Salvador, depois  da  sua  Ressurreição, entregou a Pedro para  apascentar  e confiou  a ele e aos demais  Apóstolos  para propagá-la e regê-la… Esta Igreja, constituída e organizada neste mundo como uma  sociedade,  subsiste na Igreja Católica governada pelo sucessor de Pedro e pelos bispos em comunhão com ele” (LG, 8).
A unidade da Igreja se revela também por vários fatores: doutrina, liturgia, governo, sucessão apostólica, etc.
A Igreja possui uma única doutrina, um único Credo, a profissão de uma única fé recebida dos Apóstolos. Ninguém pode se dizer católico se não crê nessas verdades da fé.