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O Brasil e o que é iniquidade institucionalizada

Na véspera das eleições muita gente dizia “sou cristão, voto Dilma”. Entretanto, que cristã é essa que sanciona integralmente uma lei que, na prática, libera o aborto? Muitos questionarão: mas ela não sabia, não era intenção dela. Mentira!
Na véspera das mesmas eleições citadas muito alvoroço foi feito. Incontáveis vídeos de Dilma defendendo abertamente o aborto foram apresentados, mas mesmo assim estavam lá os católicos dizendo que a Dilma era católica, afinal, ela até tinha ido no Santuário de Aparecida. Mais ainda, muitos diziam que as questões morais não importavam frente ao desenvolvimento social (suposto) que o Brasil vinha tendo durante a gestão do PT. A esses católicos eu digo, sinto muito, vocês não são católicos. Digo mais, não existe desenvolvimento social que compense a ruína moral de uma nação posto que uma sociedade sem moral não sobrevive tempo o bastante pra colher os frutos de seu desenvolvimento.
Entretanto, vamos esquecer os péssimos católicos que votaram na Dona Dilma Roussef, a mesma que antes das eleições jurou de pés juntos que jamais faria algo pra liberar o aborto no Brasil. Vamos apenas falar da iniquidade institucionalizada. Entretanto, o que é iniquidade? Iniquidade é a incapacidade do indivíduo se incomodar com o pecado. Uma pessoa que comete a iniquidade é uma pessoa que peca deliberadamente e aquilo já não lhe deixa horrorizada porque está acostumada, anestesiada pela maldade. É o pecado arraigado no mais íntimo do ser.
É exatamente isso que vemos nos abortistas e nos que apoiam suas causas. São pessoas que não se compadecem com o sofrimento alheio. Uma pessoa que tem um pouco de humanidade olharia com horror para aqueles pequenos corpos dilacerados e choraria. Não obstante, uma pessoa normal ficaria tomada de tanta fúria que iria querer fazer justiça àquele pobre feto que foi brutalmente assassinado. Entretanto, infelizmente não é isso que muitos católicos têm pensado.
Em nome de mais concursos públicos, isto é, de mais dominação do estado em nossas vidas, as pessoas se tornaram fiéis praticantes dos pecados mais terríveis. A iniquidade está sendo institucionalizada e poucas pessoas têm lutado contra ela. A máquina estatal nas mãos do Partido dos Trabalhadores e de sua base aliada tem cada vez mais instalado o pecado entre nós e Deus não aguentará isso por muito tempo.
Quando digo as pessoas riem de mim achando que estou exagerando, mas chegaremos em breve a um tempo em que as Igrejas Cristãs serão obrigadas a não só se calarem perante à maldade do estado como também a cumprir tudo o que o mesmo quer. Vão vendo: se a máquina estatal não parar, haverá tempos em que os padres serão obrigados a casarem homossexuais nas Igrejas. Vide que já existem advogados que vão à justiça secular revogar excomunhões, como se o estado pudesse interferir em temas da Igreja.
Muitos já estão pensando que isso é exagero, afinal, a constituição garante a liberdade de culto. Ora, a constituição também garante o direito à vida, entretanto, o aborto foi legalizado debaixo de nossos olhos, mesmo com a constituição proibindo que isso fosse feito e mesmo com todos os juramentos da Sra. Dilma Roussef.
A questão é que os cristãos, a maioria nesse país, necessitam urgentemente retomar as rédeas do Brasil e livrá-lo das mãos da esquerda. É preciso urgentemente que acordemos para o que está se passando em nosso país. Leis esdrúxulas vêm sendo aprovadas ou colocadas em votação e as pessoas não têm feito nada. Não existe mobilização nas paróquias, não existe uma palavra dos bispos, padres e diáconos e a conivência dos leigos é completa.

Católicos de todo o Brasil, acordem! Vocês estão colocando uma forca no próprio pescoço e não estão percebendo.

As Riquezas da Igreja

O mundo de hoje, com certa hipocrisia, anda a interpretar livremente o Evangelho a seu bel prazer impondo fardos pesados nos outros e retirando os mais leves de cima de si. Não raras as vezes vemos pessoas dizendo que o Vaticano deveria vender seu patrimônio para matar a fome dos pobres enquanto esses mesmos não doam sequer 10 centavos para um mendicante nas ruas, sempre com o mesmo argumento de que “ele vai comprar droga”. Cabem, entretanto, algumas considerações acerca da riqueza da Igreja.
Primeiramente, conta-se uma história de que o Papa Paulo VI teria vendido sua tiara papal para simbolizar o despojamento das riquezas. Com o dinheiro obtido, esse Papa teria comprado comida para os pobres. No dia seguinte, a economia continuava igual, a desigualdade social não tinha diminuído e ninguém tinha se tornado mais rico por causa desse nobre ato. Os mesmos pobres que tinham saciado sua fome estavam novamente com fome nas ruas mendigando um prato de comida. É claro que esse ato do Papa foi um símbolo de humildade, mas sendo nós francos (e com todo respeito que devemos ter pelo Papa), qual foi a contribuição efetiva pra esse ato na mudança da vida das pessoas? Em termos materiais, nenhuma. Talvez reste hoje uma vaga lembrança na memória das pessoas sobre o Papa que vendeu sua tiara papal, mas penso que muito pouca gente se lembra disso ou já leu algo sobre.
O que esses céticos que tanto criticam a Santa Sé não sabem é que eles não têm a menor noção do real valor das coisas que estão no Vaticano e nem do que elas representam. Como um exemplo da estupidez materialista desses cético lembro que não é incomum ver pessoas divulgando a foto do Papa Emérito Bento XVI sentado em um trono, supostamente de ouro, que, se fosse vendido daria pra comprar comida pra milhões de famintos. Até hoje não sei se todo esse alarme por causa “do tal trono de ouro“ é tolice ou pura má-fé. A verdade é que o trono papal não é de ouro, mas sim de madeira recoberta por uma fina camada de bronze. Como diz o ditado, nem tudo o que reluz é ouro. O trono papal é amarelo dourado, mas não é de ouro e certamente não mataria a fome do mundo inteiro.
Em segundo lugar, o papel da Igreja é exercer a bondade e não resolver grandes mazelas sociais que estão totalmente fora de seu alcance. O que a Igreja pode fazer, e tem feito muito bem, é criar instituições caritativas e apelar aos mais ricos para que perdoem as dívidas dos mais pobres ou para que sejam caridosos. Não são raros os documentos papais que pedem a caridade às pessoas e não vou citá-los porque um texto não seria suficiente para tal. Outra contribuição da Igreja para resolver as mazelas da sociedade é defender os valores morais porque sem eles o coração se torna duro e a sociedade fria, incapaz de ajudar os mais necessitados. Por fim, a Igreja elaborou sua Doutrina Social que jamais foi colocada em prática em nenhum país, mas se fosse certamente diminuiria muito a pobreza.
Em terceiro lugar, mesmo que o Vaticano quisesse vender suas “riquezas” não poderia, mesmo porque a maior riqueza da Igreja são as pessoas e não seus tesouros. Diz um conto que certa vez um prefeito perverso pediu a São Lourenço, diácono da Igreja Primitiva, que lhe desse todas as suas riquezas para que a cidade pudesse enviá-las à Roma. De fato, a comunidade de São Lourenço era rica e ele, como diácono, administrava essa riqueza. São Lourenço teria então reunido todos os mendigos, doentes, viúvas e órfãos e, apresentando-os ao prefeito, teria dito: aqui estão nossas maiores riquezas. Enfurecido, o prefeito teria queimado São Lourenço vivo em um braseiro feito no chão. Dizem até que São Lourenço, dono de um humor típico de quem tem uma fé inquebrável, teria dito: vire-me do outro lado porque esse já está bem tostado. E assim morreu esse doutor da humildade, um dos maiores mártires da Igreja Católica. Quanto às riquezas materiais das quais dispõe o Vaticano atualmente, essas não podem ser vendidas porque são patrimônio da humanidade. Mesmo sendo consideradas peças caras as obras em poder da Igreja não tem valor efetivo nenhum, afinal, esse patrimônio não rende nada a ninguém. Em resumo, faz tanto sentido pedir que Roma venda seus “tesouros” quanto pedir a venda de tudo o que existe nos museus do mundo. Cabe aqui uma pergunta, intrigante aos hipócritas que defendem a igualdade social: quem compraria bens tão caros, segundo as palavras dos pseudo-socialistas, senão os grandes detentores do capital mundial? Quer dizer, essas pessoas defendem que os maiores ricos do mundo comprem os bens da Igreja tornando-se ainda mais ricos. Muito coerente!
Em quarto lugar, se quebrarem a maior instituição caritativa do mundo, quem ficará em seu lugar? Quem arcará com os milhares de orfanatos, hospitais, azilos e outras instituições beneficentes da Igreja? Os socialistas? Ou será que seriam os mesmos extra-terrestres que, segundo Richard Dawkins, teriam plantado a vida na terra? Talvez a Richard Dawkins Foundation pudesse fazer isso. Enfim, nossos especialistas em resolver as mazelas africanas não pensaram nesse detalhe (aliás, penso que nem saibam pensar de fato).
O que mais chama a atenção é que muitas pessoas que criticam os bens da Igreja nunca fizeram nada para mudar o mundo. Defendem regimes autoritários e assassinos que, muito distante de matar a fome dos pobres, deram a esses bastante companhia como em Cuba, por exemplo.
A verdade é que esse argumento de que a Igreja deveria vender seus bens casa-se perfeitamente com o pensamento ateísta militante, o mesmo presente nos países socialistas que levaram tantos cristãos ao fuzilamento pelo simples fato deles serem cristãos. Essa ideia de que a Igreja deveria vender tudo o que tem tenta esconder, no fim das contas, um profundo desejo de que Ela deixe de existir. Aos que têm tal desejo, eu sinto informar mas Deus assegurou que a Igreja estaria presente entre nós até o fim dos tempos. Ela é uma força contra a qual não adianta lutar porque é o próprio Deus quem a manteve. Todas as tentativas de derrubá-la foram inúteis, leiam a história e vocês verão isso. Matem os cristãos e o sangue deles irrigará o terreno de onde nascerão novos mártires. Fechem Igrejas e os cristãos se reunirão até nos esgotos. Prendam nossos bispos e eles celebrarão a Santa Missa nas cadeias usando o próprio peito como altar. Se você que é contra a Igreja pretende perseguir os cristãos, saiba que para nós essa vida não é nada. Como disse São Paulo, viver para nós é Cristo e morrer é lucro. Para o verdadeiro cristão nada se compara à alegria do Céu, nem mesmo os maiores prazeres terrenos.

É triste ver o estado das pessoas cegas com o próprio ódio. Os mesmos que dizem que “o amor é sua religião” ou que “se unem pelo amor ao contrário dos cristãos que se unem pelo ódio” manifestam um ódio mortal pelo cristianismo e pelos seus seguidores. Entretanto, nós cristãos devemos continuar nossa caminhada de 2000 anos amando nossos inimigos e sufocando o ódio deles com a Misericórdia de Deus.

Liberdade, Justiça, Amor ao Próximo e Misericórdia

Ao ler um texto do Papa João Paulo II, o grande Papa da paz, lembrei-me de um antigo chavão que circulava entre as escolas pelas quais passei durante os ensinos fundamental e médio. Aquele chavão era necessário e os professores foram muito sábios em divulgá-lo porque com ele aprendemos o que era a liberdade bem no tempo em que revogávamos para nós esse atributo sem conhecermos exatamente o que era. O chavão era: há uma grande diferença entre liberdade e libertinagem.
Naquela concepção, tínhamos a impressão de que a liberdade era poder fazer tudo o que quiséssemos sem nenhuma influência. Entretanto, onde é que não há influência? Somos influenciados por tudo, pela mídia, pela educação que recebemos de nossos pais, pelo ensino dado nas escolas, etc. Enfim, na atual conjuntura das coisas acho impossível o ser humano não ter influencia de ninguém ou nada, afinal, não se pode negar a forte influência que recebemos do meio que por sua vez forma quem somos. Se não somos influenciados pelo meio conservador, somos influenciados pelo meio revolucionário. Em ambas situações somos influenciados de forma tal que não se pode dizer por isso que somos livres.
Então, o que dizer da liberdade? Existiria alguma liberdade?
A resposta é simples: a liberdade está no ato de escolha. Eu sou livre pra escolher que influência eu terei. Sou livre para discordar das influências e livre para, a partir de outras influências, tentar melhorar minha vida.
Liberdade não é sair fazendo o que se bem entende. A liberdade existe apenas para se praticar o bem, do contrário, com justa razão recebe a prisão quem usa mal sua liberdade. Portanto, é útil pensar que só temos liberdade para fazer aquilo que não agrida a liberdade de outros, ou melhor, para fazer aquilo que gostaríamos que fizessem por nós.
Nisso consiste o amor: fazer pelo próximo o que desejamos que ele faça por nós. Nisso também consiste a verdadeira justiça, a justiça com misericórdia que é indulgente para com os arrependidos. Se erramos, desejamos que todos sejam indulgentes conosco. Ora, se assim é, devemos ser indulgentes com todos os que se arrependem de terem feito o mal. É essa a justiça perfeita.
Certa vez um amigo me chamou a atenção para um fato interessante: não devemos nos zangar com o próximo pelo fato dele ter pecados diferentes dos nossos. Quer dizer, pecados todos temos, então, porque somos tão indulgentes com nossos próprios erros e não toleramos os menores deslizes de nossos semelhantes?
A verdadeira paz depende de tudo isso, da liberdade, da justiça, do amor ao próximo e da misericórdia. Entretanto, não devemos nos enganar porque há uma paz assassina e pacifista que ronda nossa sociedade. O fato de eu dever amar ao próximo não significa que eu não deva aplicar a ele a justiça, porque, do contrário, em nada estou colaborando para o crescimento pessoal dele.
Na justa medida, é perfeitamente aceitável a aplicação de penas para punir e fazer refletir quem erra, bem como para isolar um malfeitor da sociedade que pode se tornar uma vítima de seus criminosos. Não se trata aqui de aplicar a pena de morte a quem rouba uma caixa de fósforos, porque isso seria a justiça sem misericórdia, ou seja, seria uma justiça absurda e implacável.
Trata-se, pois, de aplicar penas justas aos indivíduos que erram visando retirar o risco da sociedade enquanto o indivíduo se reabilita para ingressar nela novamente.

A grande arte da vida é encontrar o equilíbrio, porque medidas extremas sob aspecto de liberdade só escravizam o ser humano. Como disse o poeta, “disciplina é liberdade”, entretanto, não há disciplina no terrorismo e nem na inquietação exacerbada. Ao contrário, as pessoas extremamente inquietas são pessoas doentes, que já perderam o sossego na vida e procuram desesperadamente uma solução sem encontrá-la. São pessoas que já não ligam para a dor alheia, para o próximo e para a sociedade e muito dificilmente conseguirão fazer algo útil para alguém. Precisamos, pois, de mais Cristos e de menos revolucionários.

Desmistificando um São Francisco que nunca existiu.

Os adeptos do modernismo, da Teologia da Libertação e das correntes de pensamento ligadas à defesa extremada dos animais e da natureza tentam muitas vezes usar figuras populares da Igreja Católica para justificar seus péssimos procedimentos. Dentre esses procedimentos está o hábito de dizer que não se devem usar paramentos litúrgicos luxosos e para defender essa posição alegam que São Francisco, um dos sublimes santos que já existiram, viveu pobre.
Que São Francisco viveu pobre, isso é fato. Coisa bem diferente era sua posição quanto aos paramentos litúrgicos. O que lhe faltava em riqueza própria era dado por ele mesmo ao Santíssimo Sacramento da Eucaristia. Abaixo divulgamos uma carta desse santo aos membros de sua ordem onde ele mesmo defende o uso do luxo no Culto Divino.

Carta de São Francisco aos Custódios da Ordem Franciscana, sobre o Culto Divino.

               “A todos os Custódios dos frades menores que receberem esta carta, Frei Francisco, pequenino servo vosso em Jesus Nosso Senhor, deseja a salvação com os novos sinais do céu e da terra, que, grandes e excelentíssimos aos olhos do Senhor, são contudo tidos em conta de vulgares por muitos religiosos e outros homens.
               Peço-vos ainda com mais insistência do que se pedisse por mim mesmo, supliqueis humildemente aos clérigos, todas as vezes que o julgueis oportuno e útil, que prestem a mais profunda reverência ao Santíssimo Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo bem como a seus santos nomes e palavras escritos, que tornam presente o seu Sagrado Corpo.
               Os cálices e corporais que usam, os ornamentos do altar, enfim tudo quanto se relaciona ao sacrifício, sejam de execução preciosa.
               E se em alguma parte o Corpo do Senhor estiver sendo conservado muito pobremente, reponham-no em lugar ricamente adornado e ali o guardem cuidadosamente encerrado segundo as determinações da Igreja, levem-no sempre com grande respeito e ministrem-no com muita discrição.
               Igualmente os nomes e palavras escritos do Senhor deverão ser recolhidos, se encontrados em algum lugar imundo, e colocados em lugar decente.
               E em todas as pregações que fizerdes, exortai o povo à penitência e dizei-lhe que ninguém poder salvar-se se não receber o Santíssimo Corpo e Sangue do Senhor.                                                                                                                                              .              E quando o sacerdote o oferecer em sacrifício sobre o altar, e aonde quer que o leve, todo o povo dobre os joelhos e renda louvor, honra e glória ao Senhor Deus vivo e verdadeiro.                                                                                                    
               Anunciai e pregai a todo o povo o seu louvor, de modo que a toda hora, ao dobrar dos sinos, o povo todo, no mundo inteiro, renda sempre graças e louvores ao Deus onipotente.                                                                                                                                     
                 E todos os meus Irmãos custódios que receberem esta carta e a copiarem e guardarem consigo e a fizerem copiar para os Irmãos incumbidos da pregação e do cuidado dos Irmãos, e pregarem até o fim o que nela está escrito, saibam que terão a bênção do Senhor Deus e a minha.

               E isto lhes seja imposto em virtude da verdadeira e santa obediência. Amém.